Meu Deus! Estou com uma forte suspeita de que sou brega!!! Sabe brega de ouvir aquelas músicas que antigamente a gente chamava de "droga pesada"? Sabe coisas como Barry Manilow, Dionne Warwick, Barry White? Imagina só: Sidney Magal, Odair José, José Augusto ou mesmo Fábio Jr.? Pois é, isso. Faz um tempo, ouvi alguém dizer que, conforme a gente vai envelheçendo, a tolerância a barulho diminui. Partido desse pressuposto, devemos concluir que: Devemos dar adeus ao rock? Devemos abaixar o volume do som? Ou será que estaremos condenados a Burt Bacharat até o final da vida? Tenho dúvidas quanto a isso. Acho que não é só o ouvido que vai ficando sensível e sim a totalidade do que somos. Falo de coração mole. Ou você vai querer me enganar que não sente um nózinho na garganta quando ouve isso:
Brincadeira. Acho que quando se gosta de música, a gente não divide por rótulos, gêneros, assim como uma loja, a gente simplesmente gosta! Tenho amigos que se arrepiam com a ideia, mas Barry Manilow, Odair José, White Stripes e U2, convivem bem pacificamente na minha cabeça e no meu mp3. É evidente que tem coisas que simplesmente não dá pra ouvir como certos pancadões mas música é assim, vai do momento, vai do ouvido, vai da sua cabeça. Acho que isso é que é legal, ter a mente aberta pra conhecer as coisas e aí "filtrar" o que mais te agrada. Digo isso porque sempre, em algum momento do dia, estou ouvindo música.As vezes quando estou no trabalho e o horário permite, tem sempre algo tocando. Faz poucos minutos, eu tinha algo como Bruce Dickinson e logo depois, Alcione! Não sei o que você acha mas isso faz muito bem pra gente não "viciar" num só tipo de música.
que é feito de nós, meninos pretos de pretas carapinhas, niguitinhos, brilhando ao sol, pés descalços, imersos em lama, de mangue, palafitas, pequenos africanos não natos, nonatos da silva, de morro e favela, onde todo menino é preto, da lama ou do ventre, nós meninos que sorrimos, correndo atrás de bola todos nós somos, neguinhos, pelés, todos nós fomos um dia imersos na lama, correndo atrás de pipa de seda e bambu, que o tempo levou, e não volta mais.
casa, lembranças de um lar (onde se foi feliz?) um lugar pra onde sempre se volta (e tu quiseste?) sempre revolta de não tê-lo (chorarás agora?) um lugar onde memórias (e tua saudade) podem ser vistas e tocadas (proves então) onde teu sangue caiu,(tu derramaste) tuas dores e alegrias (vicejaram, não foi?) revestiram as paredes (há melhor acabamento?) antes mortas, (achas mesmo?) e agora és parte delas (há melhor destino?) e elas, parte de ti, (tuas raízes) para sempre, enquanto estiverem de pé, (caíras com elas) uma parte que jamais será deixada pra trás, (jamais esquecida) mas se deixares, (não ouses) nunca mais verás, (tristeza sem par) nunca mais, nunca (é tempo demais) de que adianta voltar? (não voltarás) nunca, jamais será igual, (não voltarás) nunca terás, (não voltarás) jamais serás o mesmo, (teu castigo) nunca mais, (tua ruína) adeus...
Certo dia lá estava eu ouvindo música na internet e dei de cara com essa bela canção interpretada por uma cantora italiana chamada Cristina Donà, com o nome acentuado assim mesmo. Não entendo "niente" de italiano mas gostei tanto da canção que resolvi escrever a "minha versão". Tem pouca coisa a ver com o vocabulário mas procurei escrever o que sentia cada vez que ouvia a música. Achei que ficou tosco mas simpático.
UNIVERSO Versão livre sobre a letra da canção “Universo” de Cristina Donà
Me fale de teu universo, Me diz se continua sempre a mudar Se as coisas que te afetam, Deixam suas marcas Como deixam em mim,
Se a dança e a vertigem, Te tocam da mesma forma, E o que importa, É permanecer Brincando, girando E mudando com o tempo
Me conta do teu universo, Da ciranda estelar Que vida compôs, Milhares de sinais em movimento, Por entre eles nos perdemos
Se a dança e a vertigem, Te tocam da mesma forma O que importa, É permanecer Jogando, girando, Como o tempo Porque nada mudou, Se tudo é caos, Ainda há o nosso universo
Milhares de sinais em movimento Brilhando na imensidão
Se a dança e a vertigem, Te levam pra tão longe, O que importa É não esquecer O caminho de volta Das portas que tempo fecha E das janelas que o amor abre
Achei esse vídeo com a música. Não é o oficial mas dá pra ouvir com clareza.Aqui a cantora aparece num pocket show numa livraria de Roma.
Tem dias em que as palavras teimam em permanecer quietas, emburradas, guardadas em algum canto poeirento da mente. Nesses dias, o melhor é calar, mergulhar no silêncio e deixá-las em paz. Simples assim.
Eis mais uma cantora fantástica de quem sou admirador confesso:
Elizabeth Fraser.
Trata-se de uma escocesa, ex-vocalista do sensacional Cocteau Twins, banda formada em 1979. Durante muitos anos, Liz, como é conhecida, esteve à frente da banda junto com seu ex-marido Robin Guthrie, guitarrista.
Dona de um timbre de voz inconfundível, belíssimo, Liz sempre exerceu sobre os fãs um grande fascínio. Talvez por sua figura etérea e seus olhares esquisitos ou mesmo por causa das letras indecifráveis de suas composições.
Com o final da banda em 1998, Liz se afastou dos shows e gravações, aparecendo de maneira esparsa em trabalhos de outros artistas como o Massive Attack na belíssima faixa "Teardrop", ou na trilha sonora do filme " Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel".
Para fãs como eu, que tem saudade da "voz celestial" ou para interessados em conhecer uma das mais instigantes artistas da música pop mundial, existem algumas boas coletâneas no mercado.
Por enquanto, deixo um vídeo antigo(do início dos anos 90) aqui: