segunda-feira, 6 de junho de 2011

Secura



Não me fale assim, como se eu não tivesse mais importância. Não me faça juras só pra que os outros vejam e achem que tudo vai bem. 
Não me trate como se eu não soubesse que sua vida seria mais fácil se eu não estivesse aqui.
Não me chame de amor se não é isso que vc sente.
Você sabe que a gente nunca se conhece de verdade. Você sempre soube.
Só sei que andamos sempre lado a lado mas agora estamos sempre sozinhos. 
Que é você? Eu achei que sabia.
A secura desses dias me deixa com gosto amargo na boca. E o deserto começa a aumentar.
E o medo de não voltar sempre me ronda. Essa dor não quer passar.
A dor de não saber. 
Meu riso é amarelo e tudo em volta, cinza.
Ainda quero você aqui. Ainda quero fazer parte de sua vida, se você quiser.
Não quero prêmios de consolação, não.
Quero você, tão somente, você.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cacos

E eu, pensando que você ainda estava aqui. Qual o quê!
Você se foi e a mim restou o vazio como presente indesejado.
Catando os cacos do que um dia fomos, estou de pé, olhando para o nada e tentando entender o que não tem explicação.
Devo prosseguir então.
Só, quem sabe, mas sempre em direção ao sol.

sábado, 26 de março de 2011

Uma xícara de bom gosto!

Voltando de uma longa ausência e ainda buscando novos sabores, novas texturas, encontrei essa banda competentíssima e altamente criativa. Um deleite para os sentidos!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pés descalços

Deixe que as estações venham,
E tragam o sol
Ouça a voz do vento norte que chama,
E dance, sorria, celebre
Bailando sobre as folhas secas com pés descalços,
Úmidas, inertes, macias e perfumadas
E a força da terra mostrará a direção,
Deixe que as estações venham
E tragam o sol.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Watching the wheels




As pessoas às vezes me olham com estranheza, de vez em quando até com pena. Sinceridade? Talvez.
Creio que muitas delas desejem o meu bem e, por isso mesmo, se sintam condoídas por constatar que estão diante do que poderia ser o sonho realizado de uma vida. Um homem, segundo suas concepções que poderia ocupar um lugar de poder na sociedade, um diferencial entre meus pares, enfim, um sonho frustrado.
Muitas pessoas chegam a questionar a razão pela qual não estou ganhando dinheiro com minha inteligência.
Eu deveria estar mais ligado no que acontece à minha volta, utilizando meu potencial. Estou ficando pra trás e o mundo aumenta sua velocidade a cada dia.
É, eu até poderia. Poderia mesmo.
Muitos sorriem incrédulos quando digo que está tudo bem e que estou feliz assim. Que nem sempre a solução é "muito dinheiro no bolso". Acho que prefiro "saúde pra dar e vender". Nem sei se venderia.
Acho que prefiro observar as nuvens que passam enquanto amasso a massa que vai virar pão.
Penso que o tempo passa inclemente e determinado sem esperar por ninguém, poderoso ou não. Digo que prefiro acariciar meus cães, absorto como uma criança que desenha sua primeira casinha.
Digo que prefiro gastar horas da minha longa juventude com os dedos passeando entre os cabelos da mulher que amo. Não há tesouro maior nessa vida do que o amor que você dá e recebe.
Não há coisa mais preciosa do que o sorriso fácil de uma mãe que vê seu bebê sorrir. É incalculável o valor de um olhar de gratidão de quem é socorrido no momento de aflição.
Para aquelas pessoas que se tornaram frias e duras por exigência do mundo ou para quem realmente quer o meu bem, digo que, nesse mundo o que está reservado a todos, é o esquecimento. Do imperador romano ao cara que faz malabarismo no semáforo, nem sombras hão de restar. Afinal, daquele menino ou menina que você foi, o que sobrou? Eu, você, todo mundo. O que sobrou? 
Por isso, acho que prefiro gastar meu tempo olhando as sombras dos pássaros que voam céleres, desenhando trajetórias traçadas por Deus em sua imensa tela azul. E eu adoro isso!
Entenda, isso não é preguiça ou apologia ao ócio, muito pelo contrário, é carpe diem.
Algumas pessoas me olham como se eu tivesse realmente perdido o juízo.
Não. Estou recuperando. 

Pintura: Boys watching clouds by Gregory Samuel

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mayra Andrade

Mayra Andrade é cubana, criada em Cabo Verde, mora na França e fala português brasileiro sem nenhum sotaque!
Assim como a grande Cesária Évora, suas músicas são cantadas no dialeto crioulo, de Cabo Verde. Isso não a impede de se aventurar em outros gêneros.
Belíssima cantora!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dica do Felipe!

Outro dia, estava eu assistindo esse vídeo quando meu neto Felipe veio de mansinho e sentou do meu lado. Ficou quieto, prestando atenção e, quando me dei conta, olha ele lá cantando junto o refrão...
Resultado, tive que repetir esse vídeo umas oito vezes!
Ele dizia:
"Vô, põe o gimme, gimme!"
Pois é, aí vai mais uma dica do Felipe!