sexta-feira, 15 de julho de 2011

Fado de Ana


Que fazes aí, bela menina,
Lindos olhos, fincados no horizonte,
Não podes fazer voltar o tempo,
Nem tornar donde vieste,
Que fazes aí,
Menina de olhos entardecidos,
Fincados no chão,
Não vês que a tristeza
Não te veste bem?
E a dor só atrasa teus passos,
A cada minuto, segundo,
Ficas mais bela em teu sofrer,
Ainda que lágrimas digam não
Que fazes aí, bela menina,
De olhos brilhantes,
Estrela matutina,
Fincados no horizonte,
Onde o mar reflete,
Tão profundo quanto triste.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Secura



Não me fale assim, como se eu não tivesse mais importância. Não me faça juras só pra que os outros vejam e achem que tudo vai bem. 
Não me trate como se eu não soubesse que sua vida seria mais fácil se eu não estivesse aqui.
Não me chame de amor se não é isso que vc sente.
Você sabe que a gente nunca se conhece de verdade. Você sempre soube.
Só sei que andamos sempre lado a lado mas agora estamos sempre sozinhos. 
Que é você? Eu achei que sabia.
A secura desses dias me deixa com gosto amargo na boca. E o deserto começa a aumentar.
E o medo de não voltar sempre me ronda. Essa dor não quer passar.
A dor de não saber. 
Meu riso é amarelo e tudo em volta, cinza.
Ainda quero você aqui. Ainda quero fazer parte de sua vida, se você quiser.
Não quero prêmios de consolação, não.
Quero você, tão somente, você.