segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Crônica do coelho branco


Ando sem tempo para de novo, ser eu.
Sem tempo para trazer à tona o bom da vida, o bem viver.
Ando sem tempo pra ver você e seus bons olhos.
Vivo apurado com frases de efeito sem efeito nenhum.
A vida corre inclemente, doida, sem freio nem estribeira.
Queria parar na sua porta e dizer que te amo.
Mas o tempo correu, eu atrás e sua porta... passou.
Ando sem tempo para lágrimas ou lamentações.
O tempo anda sem tempo para mim.
Fim.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pra começar a semana!

Vi esse vídeo no Café com Deus e achei muito legal!
Quem sabe, um dia, se meus joelhos ajudarem, saio dançando assim!



Não é contagiante?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O Credo


Creio em Deus pai que escreve meu nome em folhas verdes das árvores mais viçosas para desfrutar o encanto de cada estação e renascer a cada dia.

Creio em Deus pai que me chama pelo nome e tem-me como valioso e, por sua infinita bondade, mantem meus pés sobre a firme rocha.

Creio em Deus pai que rabiscou as veias da terra e nelas fez correr água doce das lágrimas colhidas de nuvens mais altas que o pensamento, todas bordadas à mão.

Creio em Deus pai que pinta um novo por do sol a cada dia, com sua paleta de cores sem fim, cobrindo de beleza tudo que toca e me dando presentes que não mereço.

Creio em Deus pai que faz de cada dia um milagre, que faz com que haja luz nos olhares e brilho nos sorrisos, não aceitas escravos, apenas filhos.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Acordei...


E eu, que corria atrás de um sonho, descobri que tudo não passava disso: um sonho.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Contrariando as estatísticas 2


E não é que o Estrelas da Tarde completa hoje 1 ano de existência?

Estou muito feliz por ter chegado a esta data, sempre com algo a dizer. Mas principalmente por ter você sempre ao lado, meu caro, raro e bom leitor!

Muito obrigado!

Que venham outros anos, muitas histórias e pensamentos pra tocar esse humilde blog!

Mais uma vez, muito obrigado e um grande beijo!

Este post é especial e por isso vem com a canção tema, a que nomeou este sítio!

Parabéns para nós!


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Esqueci de esquecer (Doces lembranças)

Hoje acordei com saudade. Assim de bobeira.
Saudade de coisas tolas, importantes ou até das quais nem me lembrava direito.
Saudade do cheiro do mar quando a gente chegava próximo ao cais. Daquele pier que balançava embaixo dos nossos pés e era um exercício de equilíbrio não cair sentado.

Saudade de um bom amigo que sumiu no mundo e nunca mais ouvi falar. Da calçada em volta do hospital onde minha mãe trabalhava que, em determinada época do ano ficava quase toda roxa com o jambolão que caía das árvores imensas.

Saudade do vendedor de paçoquinha que passava na minha rua. O carrinho dele era em forma de maria fumaça e tinha o apito mais agudo do mundo! Dava pra ouvir de longe!

Saudade do Empório Gabo do "seu" Manoel que ficava na rua de baixo e que ainda vendia feijão, fubá, farinha, tudo direto das sacas. Tinha um daqueles baleiros giratórios que ficava em cima do balcão e estava sempre recheado de balas de leite Kids e das famigeradas balas Soft! Tinha uma vitrine embaixo com a tentação de qualquer criança(bom, pelo menos, qualquer criança da época...): maria mole, suspiro colorido, doce de abóbora em forma de coração, aquela casquinha com doce de banana que a gente comia com uma pazinha de madeira, paçoquinha Amor! Ah, as paçoquinhas Amor! Outro dia achei numa banca perto de casa.

Lembrei do arroz amarelo de açafrão que às vezes a gente comia na casa da Dona Dina, nossa vizinha vinda do Pará. Será que ela ainda é viva?

Das bricadeiras na casa do Silvio, que tinha uma avó bravíssima e do Anderson que era budista. Achava aquilo tudo muito estranho e engraçado.

Era sempre bom ir pra escola à bordo do Trolebus que rodava desengonçado pela cidade inteira. Saudade do lanche Mirabel na lancheira e da limonada que sempre amargava até a hora do recreio.

Tudo parecia tão bom.

Senti saudade até do barulho horroroso dos caminhões Fenemê que passavam quase diariamente pela minha rua em direção ao porto.

Engraçado como a gente sente falta de coisas pelas quais não dá um tostão mas, que no fim das contas são as que mais ficam na memória.

Pode até parecer que esse é uma história sobre lembranças pra deixar a gente triste, mas não. Bom, talvez só um pouco.

Mas sabe o que é? São essas coisas que acabam te fazendo sorrir meio sem querer. Sabe aquela saudadinha boa de sentir. Aquela sensação de que a vida é realmente boa por causa dessas bobagens? Então.

Boas lembranças. Coisinhas guardadas com carinho num cantinho qualquer da sua mente. Pode procurar, está tudo lá!

Ninguém joga fora.

Eu consigo ouvir o ruído, sentir até o cheiro.

E você?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Loreena Mckennitt

Já conheço essa grande artista faz alguns anos e ela nunca para de me surpreender.